Os sentidos sentidos nas...
 
sensações visuais (estrofe 21)
....
De ter-lhe aparelhada, lá no meio
Das águas, alguma insula divina,
Ornada de esmaltado e verde arreio;
....
 
 
sensações visuais e sensações auditivas (estrofe22)
.....
(Todas as que tem título de belas
Glória dos olhos, dor dos corações)
Com danças e coreias, porque nelas
Influirá secretas afeições
....
 
 
 sensações visuais, auditivas e tácteis (estrofe 24)
....
vão da morte as exéquias celebrando,
.....
Perístera, as boninas apanhando
.....
No ar lascivos beijos se vão dando.
Ela, por onde passa, o ar e o vento
Sereno faz, com brando movimento.
 
 
sensações visuais (estrofe 26)
 
Via Actéon na caça tão austero,
De cego na alegria bruta, insana,
Que, por seguir um feio animal fero,
Foge da gente um feio animal fero
Foge da gente e bela forma humana;
E por castigo quer, doce e severo,
Mostrar-lhe a formosura de Diana.
 
 
sensações auditivas e tácteis (estrofe 30)
....
Uns amolando ferros passadores,
Outros hásteas de setas delgaçando.
Trabalhando, cantando estão de amores,
Vários casos em verso modulando;
Melodia sonora e concertada,
Suave a letra, angélica a soada.
 
 
sensações auditivas (estrofe 32)
.....
Crebos suspiros pelo ar soavam
.....
As chagas recebidas...
.....
 
 
sensações auditivas, visuais e tácteis (estrofe 36)
 
Mas já no verde prado o carro leve
Punham os brancos cisnes mansamente;
E Dione, que as rosas entre a neve
No rosto traz, descia diligente.
.....
Beijar a mão à Deusa dos amores.
 
 
sensações tácteis (estrofe 37)
 
Ela, por que gaste o tempo em vão,
Nos braços tendo o filho,...
.....
 
sensações auditivas (estrofe 38)
 
Bem vês as Lusitânicas fadigas,
Que eu já de muito longe favoreço,
Porque das parcas sei, minhas amigas,
Que me hão-de venerar e ter em preço.
E, porque tanto imitam as antigas
Obras de meus Romanos, me ofereço
A lhe dar tanta ajuda, em quanto posso,
A quanto se estender o poder nosso.
 
 
Sensações auditivas (estrofe 39)
 
E porque das insídias do odioso
Baco foram na Índia molestados,
E das injúrias sós do mar undoso
Puderam mais ser mortos que cansados,
No mesmo mar, que sejam repousados,
Tomando aquele prémio e doce glória
Do trabalho que faz clara a memória.
 
sensações auditivas, olfactivas e visuais (estrofe 40)
 
E para isso queria que, feridas
As filhas de Nereu no ponto fundo,
De amor dos Lusitanos incendidas
Que vem de descobrir o novo mundo,
Todas numa ilha juntas e subidas,
Ilha que nas entranhas do profundo
Oceano terei aparelhada,
De dons de Flora e Zéfiro adornada;
 
 
sensações gustativas, visuais e olfactivas (estrofe 41)
.....
Ali, com mil refrescos e manjares,
Com vinhos odoríferos e rosas,
....
De amor feridas, para lhe entregarem
Quanto delas os olhos cobiçaram
 
 
sensações auditivas (estrofe 42)
 
Quero que haja no reino Neptunino,
Onde eu nasci, progénie forte e bela;
E tome exemplo o mundo vil, malino,
Que contra tua potência se rebela,
Por que entendam que muro adamantino
Nem triste hipocrisia vale contra ela.
Mal haverá na terra quem se guarde
Se teu fogo imortal nas águas arde.
 
 
sensações auditivas (estrofe 43)
....
A rédea larga às aves cujo canto
A Faetonteia morte chorou tanto
 
 
sensações visuais e auditivas (estrofe 44)
.....
Que com cem olhos vê, e, por onde voa,
O que vê, com mil bocas apregoa.
 
 
sensações auditivas (estrofe 45)
.....
Que celebrando vá, com tuba clara,
.....
Já murmurando, a fama penetrante
.....
Fala verdade, havida por verdade
......
 
 
sensações auditivas e visuais (estrofe 47)
 
Despede nisto o fero moço as setas,
Uma após outra: geme o mar coos tiros;
Direitas pelas ondas inquietas
Algumas vão, e algumas fazem giros;
Caem as Ninfas, lançam das secretas
Entranhas ardentíssimos suspiros;
.....
Que tanto como a vista pode a fama.
 
 
sensações visuais ( estrofe 49)
 
Dai lugar, altas e cerúleas ondas,
Que vedes, Vénus traz a medicina,
Mostrando as brancas velas e redondas,
.....
 
 
sensações auditivas e visuais (estrofe 50)
 
Já todo o belo coro se aparelha
Das Nereidas, e junto caminhava
Em coreias gentis, usança velha,
.....
 
sensações visuais e tácteis (estrofe 51)
.....
Cortando vão as naus a larga via
....
Desejando prover-se de agua fria
....
Houveram vista da Ilha namorada,
Rompendo pelo céu a mãe formosa
De Menónio, suave e deleitosa.
.....
 
 
sensações visuais ( estrofe 52)
 
De longe a Ilha viram, fresca e bela
Que Vénus pelas ondas lha levava
(Bem como o vento leva branca vela)
.....
 
 
sensações visuais ( estrofe 53)
......
Curva e quieta, cuja branca areia
Pintou de ruivas conchas Citereia.
 
 
sensações visuais e auditivas (estrofe 54)
 
Três soberbos outeiros se mostravam,
Erguidos com soberba graciosa,
Que de gramíneo esmalte se adornavam,
......
Claras fontes e límpidas manavam
Do cume, que a verdura tem viçosa;
Por entre pedras alvas se deriva
A sonorosa linfa fugitiva.
.....
 
 
sensações visuais (estrofe 55)

Num vale ameno, que os outeiros fende,
Vinham as claras águas ajuntar-se,
Onde ûa mesa fazem, que se estende
Tão bela quanto pode imaginar-se.
Arvoredo gentil sobre ela pende,
Como que pronto está para afeitar-se,
Vendo-se no cristal resplandecente,
Que em si o está pintando propriamente.
 
sensações visuais e olfactivas (estrofe 56)
 
Mil árvores estão ao céu subindo,
Com pomos odoríferos e belos;
A laranjeira tem no fruto lindo
A cor que tinha Dafne nos cabelos.
Encosta-se no chão, que está caindo,
A cidreira coos pesos amarelos;
Os formosos limões ali cheirando,
Estão virgínias tetas imitando.
 
 
sensações visuais (estrofe 57)
 
As árvores agrestes, que os outeiros
Tem com frondente coma enobrecidos
Álamos são de Alcides, e os loureiros
Do louro Deus amados e queridos;
Mirtos de Citereia, coos pinheiros
De Cibele, por outro amor vencidos;
Está apontando o agudo cipariso
Para onde é posto o etéreo Paraíso.
 
 
sensações gustativas e visuais ( estrofe 58)
 
Os dons que dá Pomona ali Natura
Produze, diferentes nos sabores,
Sem ter necessidade de cultura,
Que sem ela se dão muito melhores:
As cerejas, purpúreas na pintura,
As amoras, que o nome tem de amores,
O pomo que da pátria pérsia veio,
Melhor tornado no terreno alheio.
 
 
sensações visuais e tácteis
 
Abre a romã, mostrando a rubicunda
Cor, com que tu, rubi, teu preço perdes;
Entre os braços do ulmeiro está a jucunda
Vide, cuns cachos roxos e outros verdes;
E vós, se na vossa árvore fecunda,
Peras piramidais, viver quiserdes,
Entregai-vos ao dono que cos bicos
Em vós fazem os pássaros inicos.
 
 
sensações visuais e auditivas (estrofe 60)
 
 Pois a tapeçaria bela e fina
Com que se cobre o rústico terreno,
Faz ser a de Aqueménia menos dina,
Mas o sombrio vale mais ameno.
Ali a cabeça a flor Cifísia inclina
Sófolo tanque lúcido e sereno;
Florece o filho e neto de Ciniras,
Por quem tu, Deusa Páfia, inda suspiras.
 
 
 sensações visuais e olfactivas (estrofe 61)
 
Para julgar, difícil cousa fora,
No céu vendo e na terra as mesmas cores,
Se dava às flores cor a bela Aurora,
Ou se lha dão a ela as belas flores.
Pintando estava ali Zéfiro e Flora
As violas da cor dos amadores,
O lírio roxo, a fresca rosa bela,
Qual reluze nas faces da donzela;
 
 
sensações visuais, auditivas e olfactivas (estrofe 62)
 
A cândida cecém, das matutinas
Lágrimas rociada, e a manjerona.
Vem-se as letras nas flores Hiacintinas,
Tão queridas do filho de Latona;
Bem se enxerga nos pomos e boninas
Que competia Clóris com Pomona.
Pois, se as aves no ar cantando voam,
Alegres animais o chão povoam.
sensações visuais, auditivas e tácteis (estrofe 63)
 
 Ao longo da água o níveo cisne canta,
Responde-lhe do ramo Filomena;
Da sombra de seus cornos não se espanta
Actéon na água cristalina e bela;
Aqui a fugace lebre se levanta
Da espessa mata, ou tímida gazela;
Ali no bico traz ao caro ninho
O mantimento o leve passarinho.
 
   
sensações visuais, auditivas e gustativas (estrofe 64)
 
Nesta frescura tal desembarcavam
Já das naus os segundos Argonautas,
Onde pela floresta se deixavam
Andar as belas Deusas, como incautas.
Algumas, doces cítaras tocavam,
Algumas, harpas e sonoras frautas;
Outras, coos arcos de ouro, se fingiam
Seguir os animais que não seguiam.
 
 
sensações visuais e tácteis (estrofe 65)
.....
Que andassem pelos campos espalhadas;
Que, vista dos barões a presa incerta,
Se fizessem primeiro desejadas.
Algumas, que na forma descoberta
Do belo corpo estavam confiadas,
Posta a artificiosa formosura,
Nuas lavar se deixam na água pura.
 
 
sensações visuais e tácteis (estrofe 66)
 
Mas os fortes mancebos, que na praia
Punham os pés, de terra cobiçosos
(Que não há nenhum deles que não saia),
De acharem caça agreste desejosos,
Não cuidam que, sem laço ou redes, caia
Caça naqueles montes deleitosos,
Tão suave, doméstica e benina,
Qual ferida lha tinha já Ericina.
 

sensações visuais, tácteis e auditivas (estrofe 67)
 
Alguns, que em espingardas e nas bestas,
Para ferir os cervos, se fiavam,
Pelos sombrios matos e florestas
Determinadamente se lançavam;
Outros, nas sombras, que de as altas sestas
Defendem a verdura, passeavam
Ao longo da água, que, suave e queda,
Por alvas pedras corre à praia leda.
 
 
sensações visuais, olfactivas e tácteis (estrofe 68)
 
Começam de enxergar subitamente,
Por entre verdes ramos, várias cores,
Cores de quem a vista julga e sente
Que não eram das rosas ou das flores,
Mas da lã fina e seda diferente,
Que mais incita a força dos amores,
De que se vestem as humanas rosas
Fazendo-se passar por mais formosas.
 
  
sensações auditivas e visuais (estrofe 69)
 
Dá Veloso, espantado, um grande grito:
Senhores, caça estranha, disse, é esta!
 
 
sensações visuais e auditivas (estrofe 70)
 
Sigamos estas Deusas e vejamos
Se fantásticas são, se verdadeiras.
Isto dito, veloces mais que gamos,
Se lançam a correr pelas ribeiras.
Fugindo as Ninfas vão por entre os ramos,
Mas, mais industriosas que ligeiras,
Pouco e pouco, sorrindo e gritos dando,
Se deixam ir dos galgos alcançando.
 
 
sensações visuais e tácteis (estrofe 71)
 
Duma os cabelos de ouro o vento leva,
Correndo, e da outra as fraldas delicadas;
Acende-se o desejo, que se ceva
Nas alvas carnes, súbito mostradas.
Uma de indústria cai, e já releva,
Com mostras mais macias que indinadas,
Que sobre ela, empecendo, também caia
Quem a seguiu pela arenosa praia.
 
 
Sensações visuais, tácteis e auditivas (estrofe 72)
 
 Outros, por outra parte, vão topar
Com as deusas despidas, que se lavam;
Elas começam súbito a gritar,
Como que assalto tal não esperavam.
Umas, fingindo menos estimar
A vergonha que a força, se lançavam
Nuas por entre o mato, aos olhos dando
O que às mãos cobiçosas vão negando.
sensações visuais e tácteis (estrofe 73)
 
 Outra, como acudindo mais depressa
À vergonha da Deusa caçadora,
Esconde o corpo n’água; outra se apressa
Por tomar os vestidos que tem fora.
Tal dos mancebos há que se arremessa,
Vestido assim e calçado (que, coa mora
De se despir, há medo que inda tarde)
A matar na água o fogo que nele arde.
 
 
sensações visuais, auditivas e tácteis (estrofe 74)
 
Qual cão de caçador, sagaz e ardido
Usado a tomar na água a ave ferida,
Vendo rosto o férreo cano erguido
Para a garcenha ou pata conhecida,
Antes que soe o estouro, mal sofrido
Salta n’água e da presa não duvida,
Nadando vai e latindo: assim o mancebo
Remete à que não era irmã de Febo.
 
 
sensações visuais, auditivas e tácteis (estrofe 76)
 
Quis aqui sua ventura que corria
Após Efire, exemplo de beleza,
Que mais caro que as outras dar queria
O que deu para dar-se a natureza.
Já cansado, correndo, lhe dizia:
Ó formosura indigna de aspereza,
Pois desta vida te concedo a palma,
Espera um corpo de quem levas a alma!
 
 
sensações auditivas, visuais e tácteis (estrofe 77)
 
Todas de correr cansam, Ninfa pura,
Rendendo-se à vontade do inimigo;
Tu só de mim só foges na espessura?
Quem te disse que eu era o que te sigo?
Se to tem dito já aquela ventura
Que em toda a parte sempre anda comigo,
 Oh! Não na creias, porque eu, quando a cria,
Mil vezes cada hora me mentia.
 
 
sensações auditivas, visuais e tácteis (estrofe 78)
 
Não canses, que me cansas; e se queres
Fugir-me, por que não possa tocar-te,
Minha ventura é tal que, inda que esperes,
Ela fará que não possa alcançar-te.
Espera; quero ver, se tu quiseres,
Que sutil modo busca de escapar-te;
E notarás, no fim deste sucesso,
«Tra la spica e la man qual muro he messo»
 
 
sensações visuais, auditivas e tácteis (estrofe 79)
 
Oh! Não me fujas! Assim nunca o breve
Tempo fuja de rua formosura;
Que, só com refrear o passo leve,
Vencerás da Fortuna a força dura.
Que Emperador, que exército, se atreve
A quebrantar a fúria da ventura
Que, em quanto desejei, me vai seguindo,
O que tu só farás não me fugindo?
 

sensações visuais, auditivas e tácteis (estrofe 80)
 
Pões-te da parte da desdita minha?
Fraqueza é dar ajuda ao mais potente.
Levas-me um coração que livre tinha?
Solta-mo e correrás mais levemente.
Não te carrega essa alma tão mesquinha
Que nesses fios de ouro reluzente
Atada levas? Ou, depois de presa,
Lhe mudaste a ventura e menos pesa?
 
 
sensações visuais, auditivas e tácteis (estrofe 81)
 
Nesta esperança só te vou seguindo:
Que ou tu não sofrerás o peso dela,
Ou, na virtude de teu gesto lindo,
Lhe mudarás a triste e dura estrela.
E se se lhe mudar, não vás fugindo,
Que Amor te ferirá, gentil donzela,
E tu me esperarás, se Amor te fere;
E se me esperas, não há mais que espere.
 
 
sensações visuais, auditivas e tácteis (estrofe 82)
 
Já não fugia a bela Ninfa tanto,
Por se dar cara ao triste que a seguia,
Como por ir ouvindo o doce canto,
As namoradas mágoas que dizia.
Volvendo o rosto, já sereno e santo,
Toda banhada em riso e alegria,
Cair se deixa aos pés do vencedor,
Que todo se desfaz em puro amor.
 
 
sensações visuais, auditivas e tácteis (estrofe 83)
 
Oh! Que famintos beijos na floresta,
E que mimoso choro que soava!
Que afagos tão suaves, que ira honesta,
Que em risinhos alegres se tornava!
O que mais passam na manhã e na sesta,
Que Vénus com prazeres inflamava,
Melhor é experimentá-lo que julgá-lo;
Mas julgue-o quem não pode experimentá-lo.
 

sensações visuais, tácteis, olfactivas e auditivas (estrofe 84)
 
Desta arte, enfim, conformes já as formosas
Ninfas coos seus amados navegantes,
Os ornam de capelas deleitosas
De louro e de ouro e flores abundantes.
As mãos alvas lhe davam como esposas;
Com palavras formais e estipulantes
Se prometem eterna companhia,
Em vida e morte, de honra e alegria.
 
 
sensações visuais (estrofe 85)
 
Uma delas, maior, a quem se humilha
Todo o coro das Ninfas e obedece,
Que dizem ser Celo e Vesta filha,
O que no gesto belo se parece,
Enchendo a terra e o mar de maravilha,
O capitão ilustre, que o merece,
Recebe ali com pompa honesta e régia,
Mostrando-se senhora grande e egrégia.
 
 
sensações auditivas e visuais (estrofe 86)
 
Que, depois de lhe ter dito quem era,
Cum alto exórdio, de alta graça ornado,
Dando-lhe a entender que ali viera
Por alta influição do imóbil Fado,
Para lhe descobrir da unida Esfera
Da terra imensa e mar não navegado
Os segredos, por alta profecia,
O que esta sua nação só merecia.
 
 
sensações visuais, tácteis, olfactivas e gustativas (estrofe 87)
 
Tomando-o pela mão, o leva e guia
Para o cume dum monte alto e divino,
No qual ûa rica fábrica se erguia,
De cristal toda e de ouro puro e fino.
A maior parte aqui passam do dia,
Em doces jogos e em prazer contino.
Ela nos paços logra seus amores.
As outras pelas sombras, entre as flores.
 

sensações tácteis, visuais e gustativas (estrofe 88)
 
Assim a formosa e a forte companhia
O dia quase todo estão passando
Numa alma, doce, incógnita alegria,
Os trabalhos tão longos compensando.
Porque dos feitos grandes, da ousadia
Forte e famosa, o mundo está guardando
O prémio lá no fim, bem merecido,
Com fama grande e nome alto e subido.
 
 
sensações visuais, tácteis, olfactivas (estrofe 89)
 
Que as Ninfas do Oceano, tão formosas,
Tétis e a Ilha angélica pintada,
Outra cousa não é que as deleitosas
Honras que a vida fazem sublimada.
Aquelas preminências gloriosas,
Os triunfos, a fronte coroada
De palma e louro, a glória e maravilha:
Estes são os deleites desta Ilha.
     
 

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